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23.1.11

Obras Vampirescas – Round 2

Agora é a vez da verdadeira autora das trevas, a primeira autora vampiresca, a primeira grande mulher que criou os vampiros misteriosos, sensuais e fascinantes que entraram na mente da população (desta vez não só a feminina e gay). Anne Rice lançou seu primeiro livro das crônicas vampirescas, Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire), em 1976, e a partir de então criou personagens das trevas que conquistaram a literatura e tela grande dos cinemas.


Seus vampiros são tão diferentes uns dos outros quanto nós humanos, alguns sentimentais, maléficos, românticos, sarcásticos, apaixonados, filósofos, enlouquecidos e coléricos, são, em sua essência, humanos com muitos e muitos séculos de existência, o que pode deturpar até a mente mais sã. Rice criou personagens de grande importância e cativo, Louis, Lestat, Armand, Vittorio, Pandora, Marius, que jamais serão esquecidos.


A escrita desta autora é um tanto controversa, seu estilo elaborado e com excesso descritivo pode fazer o a maior dos fãs e o mais ávido dos leitores tirarem o cochilo, contudo suas historias são cheias de emoção e singularidades, você leitor pode sentir o que as criaturas das trevas sentem, são narrações para alimentar ser EU vampiresco.

Suas historias no geral contam como esses personagens lendários se tornaram imortais, como pessoas como nós, com os mesmo problemas e conflitos, transcenderam a barreira do real e levaram à outra vida os mesmos problemas de antes. São seres com os quais podemos nos identificar, pois seus conflitos, em alguns casos, são nossos medos e anseios mais íntimos.

Conclusão: Anne Rice é para os leitores pacientes e que não acham que Drácula é a única espécie de vampiro neste mundo fictício.

13.6.10

Obras Vampirescas - Round 1


Embalada pelo frenesi (e pela saturação) vampiresco que ronda a mídia atual nada melhor do que falar um pouco sobre os principais autores responsáveis por esse mundo sobrenatural.

E iniciando a seção, os responsáveis por todo o alarde: a Saga Crepúsculo de Stephenie Meyer. Em 2005 a autora americana mórmon sonhou com um mundo sobrenatural, cheio de vampiros e metamorfos representados de formas nunca antes vistas. A escritora afirmou em entrevistas que nunca havia lido nada relacionado à raça noturna (como se não pudéssemos perceber isso na história) e que todas as características da saga foram inspiradas em seus sonhos.

Àqueles que não fazem idéia do que se trata a série, a história é um romance infanto-juvenil entre o vampiro (vegetariano) Edward Cullen e a humana (para-raio de problema) Isabella Swan em uma busca interminável por seu relacionamento. A trama envolta em vampiros cintilantes e lobos gigantes em uma cidadezinha americana está abarrotada de elementos da cultura mórmon, como o pecado do sangue e a pureza da alma.

A narrativa de Meyer, apesar do conteúdo e escrita supérfluos, é extremamente cativante e viciante, é quase impossível largar os livros até as últimas linhas do Amanhecer, e depois de ler as 1888 páginas você ainda fica desejando mais.

Stephenie conseguiu criar uma tetralogia emocionante e com um novo olhar sobre a raça vampiresca, e, considerando que vampiros não existem (até que se prove o contrário), não há verdade absoluta sobre eles mesmo que os fãs de Rice, Stoker e Vianco pensem o oposto.

A saga Crepúsculo virou febre entre mulheres e gays de todas as idades ao redor do mundo, e não há como negar seu sucesso absoluto.



Crepúsculo – 2005




Lua Nova – 2006




Eclipse – 2007




Amanhecer - 2008

7.6.10

Ler é importante???

Conversando com meu amigo Murilo e ouvindo a sua revolta com o preconceito em relação aos games, sendo que existem milhões de livros e filmes mais influentes que os jogos. Contudo, as pessoas só dizem: “ler é importante” ou “filmes são cultura e informação” e os jogos são os bichos-papão do mundo cultural atual , eles são os grandes responsáveis pela violência e degradação de nossos jovens, mas... será mesmo?


Iniciando uma nova área no blog - Ler ou não ler, eis a questão - e relacionando com as antigas: será mesmo que ler é importante? Antes que alguém cometa um atentado contra a minha pessoa, eu tenho dois esclarecimentos a fazer: em primeiro lugar, eu sou uma bibliófila, simplesmente não consigo viver sem algo para ler; e em segundo lugar, quando pergunto sobre a importância da leitura é com relação à qualidade da mesma. Será mesmo que a frase é “ler é importante” ou “ler algo com conteúdo é importante”??? Não quero que pensem que eu só leio Nietzsche, pelo contrário, meu estilo preferido de literatura é a Ficção, mas cresci sabendo que é preciso balancear e é por isso que penso: será que ler a saga Crepúsculo é importante (gostaria de salientar que eu gosto da tetralogia)? Se você ler em outra língua é um treinamento e aprofundamento de vocabulário, mas em português? O que aquelas linhas te trazem de útil?? E Marian Keyes? No que ela te faz pensar? Ao passo que se lermos Shakespeare conhecemos a essência humana, com Rotterdam reconhecemos a loucura da vida em sociedade, e não precisamos nos ater aos clássicos, com Moore desenvolvemos um olhar crítico e cômico sobre os problemas políticos e econômicos, com Coelho buscamos o autoconhecimento, isso é importante.

As ficções, os romances, as comédias são de essencial importância, pois nos ajudam a desenvolver a criatividade ao tentarmos imaginar o mundo que os autores criaram para nós, mas não seria melhor ler Tolkien, com seu estilo narrativo rebuscado e vocabulário difícil que lhe permiti aprender algo novo, do que “Os delírios de consumo de Becky Bloom”? (Que também é um filme).

É verdade que ler essas páginas de besteiras é um verdadeiro descanso para a mente, o problema é que não se pode ensinar às nossas crianças que “ler é importante” e sim que “ler com qualidade é importante” e que é preciso equilíbrio entre o fútil e o útil. E será mesmo que algo assim não é mais aculturação do que God of War que traz um profundo conhecimento em mitologia greco-romana? Ou jogos da série Tycoon que lhe ensinam empreendedorismo em diversas áreas de comércio?