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22.10.09

By URSO

Meus amigos e minhas amigas leitoras, vocês que estão longe de casa, sentido saudade da família, dos amigos, do clima e das comidas típicas, vocês que passam o dia trabalhando, a noite estudando e a madrugada bebendo, vocês que passam o tempo todo escutando piadinhas ultrajantes sobre suas amadas cidades aqui vai um post para aliviar sua alma...
Meu pobre amiguinho Urso, ainda não acostumado com a maravilhosa convivência com os cidadãos desta incrível cidade, pediu que eu cedesse um espaço blog, para ele poder aliviar a alma, e eu que achei engraçado o que ele escreveu (e que concordo com algumas coisas), cedi. Então com vocês o aclamado, desbocado, e... deixa pra lá... URSOOO!!!

“Pedi para dona do Miisharias, Verena Gilda, um espaço para comentar algo que presenciei um dia desses aqui em São Paulo, e que retrata, e muito, a ignorância cultural de alguns paulistanos.
Dois rapazes e uma mulher conversavam na fila do elevador de um prédio de Pós-Graduação (sim, pessoas com estudo, em minha opinião, teoricamente teriam uma capacidade maior de perceber, respeitar e, por que não, apreciar outras culturas) sobre costumes do Nordeste. Um deles falava que o pai tinha coragem de comer tudo, pois um tio trouxe de algum lugar da região nordestina uns besouros que eram especiaria do lugar, e seu pai havia comido.
Até ai tudo bem, confesso que não sei se teria coragem de comer, dependendo da cara do bicho. Depois, a mesma pessoa falou que, inclusive, tinha ido a Belém, e em toda esquina tinham uns carrinhos que vendiam comidas típicas, e só de sentir o cheiro já se sentia enjoado, principalmente de um caldo de peixe com folhas regionais (visão de um paulista do tacacá). Nisso a mulher interrompe o cara e fala que as pessoas comiam isso por necessidade, por ser um povo de renda baixa. E eu, no meio dos três, ouvindo essas idiotices.
Enfim, vamos às considerações:
1. Belém não fica no Nordeste, não tem só 12 habitantes, e não fica a 3 km de Manaus (acreditem, muitos paulistanos tem essa visão de Belém);
2. Tacacá é feito com tucupi, de origem da mandioca, jambú, goma de tapioca e camarão;
3. Se todos tomassem tacacá por necessidade, o povo do Pará tava muito bem na foto. Porque um tacacá ta mais caro que um PF!
4. Não me importo que falem mal do que conhecem, mas falar mal sem conhecer, é foda;
5. Ficar com enjôo do cheiro do tacacá é muita frescura!

Depois desse episódio, fiquei pensando no que os paulistanos têm pra apresentar como cultura:
1. Ficar em um engarrafamento por horas;
2. Comer feijoada as quartas e sábados;
3. Torcer pu Curinthia, Mano!
4. Sanduíche de mortadela do mercado municipal.

Tá, escrevi o que eu queria, mas queria deixar bem claro que não são todos os paulistanos que esnobam outras culturas, muitos são bem receptivos, porém a maioria realmente acredita no primeiro item das considerações.
Tô mandando também uma foto do Brasil na visão do paulistano. Espero que tenham gostado do meu único post sobre alguma coisa em blog da vida.


Abraço a todos,
Ricardo Nogueira (Urso)”.


Ahahuauhhuauha, sério, essa foi uma das melhores fotos que vi na minha vida, dá vontade de rir toda vez que olho para ela.
E fica por aqui mais um episódio de Miisharias, que meu único trabalho foi fazer CTRL + V, CTRL + C e clicar em Publicar Post... Ahuauhahua

14.10.09

Nerd ou Geek? Afinal de contas o que eu sou?

Ser gamer praticamente me classifica como algo diferente, de um grupo social específico, mas... Qual seria ele? Qual a diferença entre um geek e um nerd?
A palavra nerd foi usada pela primeira vez em um livro do Dr.Seuss na década de 50, um dos personagens, de comportamento meio estranho, era chamado Nerd. E que outra descrição se deu aos nerds ao longo dos anos? Imagine um garoto de 15 anos, óculos, camisa de botão, e nos países mais frios, um colete de lã xadrez... tchantchantchan é a imagem de um nerd, pelo menos aquela inserida em nosso cérebros pelo cinema americano.



Mas agora falando sério, um nerd, em geral tem um QI mais elevado, é muito voltado para áreas acadêmicas, e tem uma dificuldade de adaptação social, seja por timidez  ou pelo fato de ser anti-social mesmo, normalmente não vemos nerds no shopping, nos bares, nos cafés ou nos cinemas, a não ser em lançamento de filmes de Tolkien ou George Lucas.
E o Geek onde entra nessa história?  O termo geek é bem mais antigo, mas seu sentido atual surgiu por volta da década de 90. A explosão tecnológica atraiu atenção de tantas pessoas que não se enquadravam no perfil nerd, que uma nova classe surgiu: os Geeks por tecnologia. Esse primeiro grupo, neófilos por natureza, foram atraídos principalmente pela expansão dos games, não possuem necessariamente um QI mais elevado, mas possuem maiores habilidades sociais.
Hoje, quase 20 anos depois o grupo geek ganhou tantas subclasses que fica até difícil contar-las, são geek por filmes, por música, por quadrinhos, por games, por computação, por livros e por uma infinidade mais.
A cultura geek e nerd se popularizou, antes ser chamado de geek ou nerd era ofensa, hoje até mesmo o estilo de se vestir é pop, é fashion, é moda.
Afinal de contas o que eu sou?! Já fui estudiosa, mas não sou tão a fim de estudar assim, sou meio anti-social, mas adoro um bar, então eu sou uma:
Books-Games -Movie-Series -Geek.
Égua, fala isso três vezes rápido!!!
E você o que é?